quarta-feira, 30 de abril de 2008

"Cagando" para a Literatura!

Uma das notícias mais faladas na internet nos últimos dias, trata sobre a empresa espanhola que está lançando rolos de papel higiênico com trechos de clássicos da literatura mundial. O argumento do empreendedor da idéia, é levar os livros aos banheiros, para aproximar a literatura das pessoas... (???)
Perdoem meu jeito conservador de ver a coisa, mas será que ninguém consegue pensar em algo com um pouco mais de bom gosto para incentivar a leitura?
A intenção - e somente ela, olhando bem lá no fundo, com muito esforço - pode até não ser de todo má, mas a idéia prática final é tosca e de certa forma, desrespeita e ridiculariza a literatura.
Imagine só o orgulho dos autores em saber que as pessoas estão limpando a bunda com suas obras!
Alguém realmente acredita que quem nunca teve gosto pela coisa, vai adquiri-lo justamente desta forma... sentado em casa, no seu
"aconchegante" vaso sanitário???
Quer apostar que se essa moda pegar, provavelmente será com aquelas pessoas que já possuíam o hábito de ler este tipo de livro e que o rolo de papel higiênico vai virar é peça de colecionador, indo parar novamente na estante?
E o resto da população, que segundo o brilhante criador desta idéia, seria o público alvo, não vai fazer nada mais do que CONTINUAR cagando para a literatura....


Imagem: site da BBC BRASIL.

Das Leben der Anderen.



Procuro quem tenha este filme e queira fazer a gentileza de gravar para mim.
O filme é alemão e em português ele leva o título de: A Vida dos Outros - 2006.

segunda-feira, 28 de abril de 2008

Sem José!

E agora?
A festa acabou,
a luz apagou,
o povo sumiu,
a noite esfriou,
e agora?
e agora?
você que é sem nome,
que zomba dos outros,
você que faz versos,
que ama, protesta?
e agora?

Está sem mulher,
está sem discurso,
está sem carinho,
já não pode beber,
já não pode fumar,
cuspir já não pode,
a noite esfriou,
o dia não veio,
o bonde não veio,
o riso não veio,
não veio a utopia
e tudo acabou
e tudo fugiu
e tudo mofou,
e agora?

E agora?
Sua doce palavra,
seu instante de febre,
sua gula e jejum,
sua biblioteca,
sua lavra de ouro,
seu terno de vidro,
sua incoerência,
seu ódio
— e agora?

Com a chave na mão
quer abrir a porta,
não existe porta;
quer morrer no mar,
mas o mar secou;
quer ir para Minas,
Minas não há mais.
...e agora?

Se você gritasse,
se você gemesse,
se você tocasse
a valsa vienense,
se você dormisse,
se você cansasse,
se você morresse...
Mas você não morre,
você é duro!

Sozinho no escuro
qual bicho-do-mato,
sem teogonia,
sem parede nua
para se encostar,
sem cavalo preto
que fuja a galope,
você marcha!
...para onde?

José (sem José) - Carlos Drummond de Andrade.

domingo, 27 de abril de 2008

PARA NÃO ESQUECER!

Saber não ter ilusões é absolutamente necessário para se poder ter sonhos.
Saber não ter ilusões é absolutamente necessário para se poder ter sonhos.
Saber não ter ilusões é absolutamente necessário para se poder ter sonhos.
Saber não ter ilusões é absolutamente necessário para se poder ter sonhos.
Saber não ter ilusões é absolutamente necessário para se poder ter sonhos.
Saber não ter ilusões é absolutamente necessário para se poder ter sonhos.
Saber não ter ilusões é absolutamente necessário para se poder ter sonhos.
Saber não ter ilusões é absolutamente necessário para se poder ter sonhos.
Saber não ter ilusões é absolutamente necessário para se poder ter sonhos.
Saber não ter ilusões é absolutamente necessário para se poder ter sonhos.
Saber não ter ilusões é absolutamente necessário para se poder ter sonhos.
Saber não ter ilusões é absolutamente necessário para se poder ter sonhos.
Saber não ter ilusões é absolutamente necessário para se poder ter sonhos.
Saber não ter ilusões é absolutamente necessário para se poder ter sonhos.
Saber não ter ilusões é absolutamente necessário para se poder ter sonhos.
Saber não ter ilusões é absolutamente necessário para se poder ter sonhos.
Saber não ter ilusões é absolutamente necessário para se poder ter sonhos.
Saber não ter ilusões é absolutamente necessário para se poder ter sonhos.
Saber não ter ilusões é absolutamente necessário para se poder ter sonhos.
Saber não ter ilusões é absolutamente necessário para se poder ter sonhos.
Saber não ter ilusões é absolutamente necessário para se poder ter sonhos.
Saber não ter ilusões é absolutamente necessário para se poder ter sonhos.
Saber não ter ilusões é absolutamente necessário para se poder ter sonhos.
Saber não ter ilusões é absolutamente necessário para se poder ter sonhos.
Saber não ter ilusões é absolutamente necessário para se poder ter sonhos.
Saber não ter ilusões é absolutamente necessário para se poder ter sonhos.
Saber não ter ilusões é absolutamente necessário para se poder ter sonhos.
Saber não ter ilusões é absolutamente necessário para se poder ter sonhos.
Saber não ter ilusões é absolutamente necessário para se poder ter sonhos.
Saber não ter ilusões é absolutamente necessário para se poder ter sonhos.
Saber não ter ilusões é absolutamente necessário para se poder ter sonhos.
Saber não ter ilusões é absolutamente necessário para se poder ter sonhos.
Saber não ter ilusões é absolutamente necessário para se poder ter sonhos.
Saber não ter ilusões é absolutamente necessário para se poder ter sonhos.
Saber não ter ilusões é absolutamente necessário para se poder ter sonhos.
Saber não ter ilusões é absolutamente necessário para se poder ter sonhos.
Saber não ter ilusões é absolutamente necessário para se poder ter sonhos.
Saber não ter ilusões é absolutamente necessário para se poder ter sonhos.
Saber não ter ilusões é absolutamente necessário para se poder ter sonhos.
Saber não ter ilusões é absolutamente necessário para se poder ter sonhos.
Saber não ter ilusões é absolutamente necessário para se poder ter sonhos.
Saber não ter ilusões é absolutamente necessário para se poder ter sonhos.
Saber não ter ilusões é absolutamente necessário para se poder ter sonhos.
Saber não ter ilusões é absolutamente necessário para se poder ter sonhos.
Saber não ter ilusões é absolutamente necessário para se poder ter sonhos.
Saber não ter ilusões é absolutamente necessário para se poder ter sonhos.
Saber não ter ilusões é absolutamente necessário para se poder ter sonhos.
Saber não ter ilusões é absolutamente necessário para se poder ter sonhos.
Saber não ter ilusões é absolutamente necessário para se poder ter sonhos.
Saber não ter ilusões é absolutamente necessário para se poder ter sonhos.
Saber não ter ilusões é absolutamente necessário para se poder ter sonhos.
Saber não ter ilusões é absolutamente necessário para se poder ter sonhos.
Saber não ter ilusões é absolutamente necessário para se poder ter sonhos.
Saber não ter ilusões é absolutamente necessário para se poder ter sonhos.
Saber não ter ilusões é absolutamente necessário para se poder ter sonhos.
Saber não ter ilusões é absolutamente necessário para se poder ter sonhos.
Saber não ter ilusões é absolutamente necessário para se poder ter sonhos.
Saber não ter ilusões é absolutamente necessário para se poder ter sonhos.
Saber não ter ilusões é absolutamente necessário para se poder ter sonhos.
Saber não ter ilusões é absolutamente necessário para se poder ter sonhos.
Saber não ter ilusões é absolutamente necessário para se poder ter sonhos.
Saber não ter ilusões é absolutamente necessário para se poder ter sonhos.
Saber não ter ilusões é absolutamente necessário para se poder ter sonhos.
Saber não ter ilusões é absolutamente necessário para se poder ter sonhos.
Saber não ter ilusões é absolutamente necessário para se poder ter sonhos.
Saber não ter ilusões é absolutamente necessário para se poder ter sonhos.
Saber não ter ilusões é absolutamente necessário para se poder ter sonhos.
Saber não ter ilusões é absolutamente necessário para se poder ter sonhos.
Saber não ter ilusões é absolutamente necessário para se poder ter sonhos.
Saber não ter ilusões é absolutamente necessário para se poder ter sonhos.
Saber não ter ilusões é absolutamente necessário para se poder ter sonhos.
Saber não ter ilusões é absolutamente necessário para se poder ter sonhos.
Saber não ter ilusões é absolutamente necessário para se poder ter sonhos.
Saber não ter ilusões é absolutamente necessário para se poder ter sonhos.
Saber não ter ilusões é absolutamente necessário para se poder ter sonhos.
Saber não ter ilusões é absolutamente necessário para se poder ter sonhos.
Saber não ter ilusões é absolutamente necessário para se poder ter sonhos.
Saber não ter ilusões é absolutamente necessário para se poder ter sonhos.
Saber não ter ilusões é absolutamente necessário para se poder ter sonhos.
Saber não ter ilusões é absolutamente necessário para se poder ter sonhos.
Saber não ter ilusões é absolutamente necessário para se poder ter sonhos.
Saber não ter ilusões é absolutamente necessário para se poder ter sonhos.
Saber não ter ilusões é absolutamente necessário para se poder ter sonhos.
Saber não ter ilusões é absolutamente necessário para se poder ter sonhos.

- Fernando Pessoa in O Livro do Desassossego, 324.

segunda-feira, 21 de abril de 2008

Retratos Femininos.



Vídeo por: Philip Scott Johnson
Música por: Yo-Yo Ma, interpretando Bach's Suite No. 1, BWV 1007 In G Major- Sarabande.
A seqüência dos quadros, com o nome dos mesmos e de seus respectivos pintores, pode ser vista aqui: http://www.maysstuff.com/womenid.htm

sábado, 19 de abril de 2008

O IMPOSSÍVEL II.


Porque em alguns dias, mais do que em outros, eu concordo com ele que o que poderia ter sido é muito mais e que a verdadeira beleza é intestemunhável. E que entre idas e vindas do travesseiro, da insônia e das ressacas morais, o impossível inalcançável, de indigesto amargo, vira digerido dormente ... e de onde, por vezes, em viagens curtas de otimismo, germina-me jardins inteiros por dentro.

.

"Porque o possível está aqui entre todos e, se uns não podem ver, outros há que vêem mas não podem tornar possível, por causa daquilo, do impossível. Aquilo que é parte da coisa até, mas da consumação, da revelação. Ali violam-se todos os segredos, mas a natureza do segredo é ser segredo, o resto é pura violação. E onde e como diabos vivem aqueles que nunca parecem se importar com o que de vivo já nada mais parece haver? Não lhes afeta nem angustia um eterno cada vez menos? Não lhes dói que algo mostre por vezes poder ser a própria vida em pessoa, se esvaindo e desamparando tudo para sempre?

Aqueles são o impossível."


[...]

O escrito é de: Othon d`Eça, o irmão.
A imagem é do russo: Vladimir Kush.

quinta-feira, 17 de abril de 2008

Qual o nome do filme?




Ganha um doce (de comer) quem - exceto o Alex - descobrir qual o filme que contém esta música em sua trilha sonora.

Pistas:
- a música toca na última cena;
- o nome da música é também o nome do carro que leva os personagens durante quase toda a história;
- o slogan do filme era: "alguém disse: vivam a vida.... e foi isso que elas fizeram...";
- ali na JUKEBOX do blog, a música: The Ballad of Lucy Jordan, também está nesse filme e trilha uma cena noturna num lugar muito bacana.


P.S.: Aproximadamente até os 00:45, no ápice da cena em questão, a música arrepia até os cabelos que eu já perdi... conectem com ela... é linda!

segunda-feira, 14 de abril de 2008

Quem nunca foi um chato trágico, levanta a mão!

A paixão nos engaja numa difícil experiência do infinito. Como se sabe, ela tende ao “fazer-um-com-o-outro”, à metade perdida do hermafrodita de Aristófanes, à continuidade de Georges Bataille. Mas esta unidade se revela impossível, pois o permanente tender a um, o movimento constante em sua direção, o élan insofreável ruma para o que, contudo, não cessa de furtar-se. A paixão nos dá assim da unidade o vislumbre, talvez mesmo a doce ilusão, mas nunca o descanso, a satisfação plena. É aí que os apaixonados descobrem-se submetidos a compulsórias compulsões. Surgem as figuras do infinito. Falar ao telefone com a pessoa por quem se está apaixonado e, ao desligar, não importa depois de quantas horas de conversa, querer imediatamente ligar de volta. Sofrer uma espécie de ansiedade sem conteúdo quando da ausência dela. Mesmo na presença dela sentir como que uma estranha falta – a falta do um -, que o sexo busca a todo custo preencher. Vem daí também a figura do “eu te amo”, incansavelmente repetida no discurso passional. É que “eu te amo” ultrapassa seu significado à pura vazão: “eu te amo”, repetido inúmeras vezes, é o modo de a linguagem tender ela também ao infinito, tendência por repetição, como se a compulsão pudesse finalmente franquear o um. Se “eu te amo” fosse da ordem da comunicação, os amantes ficariam entediados logo na segunda vez que se pronunciasse a expressão. Mas não: “eu te amo”, no contexto da paixão, não sofre redundância, antes, pelo contrário, é surpreendente a cada enésima repetição, pois traz em si o vislumbre do um, sua promessa.

Se a paixão, mesmo quando recíproca, é uma experiência estruturalmente difícil (embora maravilhosa, e para muitos compensadora, pois a intensidade erótica e afetiva vale cada segundo de ansiedade), quando não correspondida, torna-se, todos sabemos, insuportável. Mas não me refiro aos casos em que alguém se apaixona e o objeto da paixão não corresponde de forma nenhuma. Ou àqueles em que um dos dois apaixona-se inadvertidamente, e o outro, que até manifestava certo interesse, perde-o de todo, pois o sujeito apaixonado, com sua demanda infinita, sofre uma brusca desvalorização aos olhos do outro, não-apaixonado. Estas situações são claras e, embora dolorosas, diante delas não resta outra coisa senão desapaixonar-se. Situação diferente é aquela em que um dos dois apaixona-se enquanto o outro ama, deseja, porém com medida, sem se apaixonar. Experiência dificílima para o apaixonado, pois configura uma impossibilidade espacial: o infinito não se compatibiliza com o finito, por maior que seja este amor – com medida, sem apaixonar-se, não se engaja no infinito, com todos os seus sintomas. E quem está apaixonado, por sua vez, não pode demandar do outro, nada menos que infinito. De nada adianta que o outro telefone, que demonstre desejo, até mesmo amor. Diante do infinito, toda medida, mesmo grande – é nada. Trata-se de uma questão matemática: relativamente ao Universo, a distância entre a Terra e o Sol é nada.

Dessa impossibilidade contingencial (a impossibilidade estrutural da paixão é o tender ao um impossível) decorre um acontecimento terrível. O apaixonado torna-se um chato, como se sabe, mais de uma espécie muito particular de chatos. Quem é familiarizado com os personagens de Dostoievski já se deu conta de que muitos deles têm esse traço exasperante: agem errado, sabem que estão agindo errado, e mesmo assim agem errado infinitamente, até a humilhação. Basta ler, por exemplo, Notas do Subterrâneo. Aí se encontra o que se pode chamar de uma chatice trágica. Sim, pois o que redime, da perspectiva do próprio chato, a chatice... é a ignorância de sua condição. Mas os chatos dostoievskianos são trágicos precisamente porque lúcidos. Sabem que estão agindo errado, que estão se afundando, mas mergulham no erro infinitamente. Chatice e lucidez é trágico, pois sofre-se duplamente: pelas conseqüências dos atos e pela nítida percepção, antecipadora, que se tem delas. É claro que os personagens de Dostoievski, agem assim porque são... passionais. Quando a paixão é recíproca, o fato de os dois amantes estarem engajados no infinito elimina em ambos o risco da chatice trágica, já que os dois desejam a demanda infinita um do outro; mas basta que o infinito tenha que medir-se com o finito, que a desmedida tenha que conviver com a medida, para que um desequilíbrio fundamental se instale e, com ele, o papel de personagem de Dostoievski que, inapelavelmente, o apaixonado tem que vivenciar.

O que podem fazer estes apaixonados que se vêem subitamente presos nas páginas de um romance russo? Procurar dar-se, talvez, alguma medida? Mobilizar a vontade contra o desejo? Empresa árdua, uma vez que se trata de uma guerra desigual – quase uma covardia -, e também porque não se abre mão da desmesura assim tão facilmente, já que nela o que está em jogo é o vislumbre do um, a promessa. Como no samba-canção de Caymmi: “não tem solução”. Mas passa. Tudo passa. E até mesmo, trágico maior, a própria vida: como diria o poeta, “de resto, sério/só o cemitério”.


Os chatos trágicos - Francisco Bosco in Banalogias.

domingo, 13 de abril de 2008

la passion...
















Por ordem de aparição: Duir, Nikita (gatinha do vizinho), Fiona e o pequeno Nietzsche. Falta a nossa Mirra, que morre de medo (de tudo) da câmera.

sábado, 12 de abril de 2008

De onde menos se espera, ela vem...

Todo es mentira en este mundo
Todo es mentira la verdad
Todo es mentira yo me digo
Todo es mentira ¿Por qué será?

Mentira - Manu Chao.

sexta-feira, 11 de abril de 2008

Rapidinha de Utilidade.

O Alberto não cai..... NÃO É CAIEIRO, é Caeiro.

Seriam os cachorros, machistas?!


Trinta e poucos minutos parada no trânsito, dentro do que antigamente era o amarelinho, agora é amarelão.... viajando na janela, tive a minha atenção "roubada" por um cão de rua desses bem simpáticos.
Fiquei olhando o bicho magrelo passar todo contente, quase parecia sorrir para mim, quando me veio uma questão inútil para a qual eu ainda não encontrei resposta cabível.
As pessoas dizem que o cachorro é o melhor amigo do homem, né?..... Por que é então, que quando um homem é um cretino com uma mulher, a mesma o chama de cachorro? Mas que diabo, será possível que essa frase popular tinha, o tempo todo, definição específica de gênero e eu nunca havia pensado nisso?!

Esperto era o Mel Gibson, em Teoria da Conspiração... hunf!

.

Foto: Tiago Campos.


quinta-feira, 10 de abril de 2008

RESPOSTAS CRETINAS PARA PERGUNTAS IMBECIS!

E por falar em nostalgia...

Quando pequena, eu não era de muitos amigos, mas tinha uma irmã e dois irmãos mais velhos muito criativos, divertidos e inteligentes, e os três bastante presentes.
Recordo-me de uma infinidade de coisas que aprendi e conheci com eles, dentre elas, esta que eu vos trago hoje... uma revistinha que me fazia doer "os carrinhos", de tanto rir. Aos meus vinte e tantões, já não me causa o mesmo efeito, mas quando pré-adolescente, eu perdia horas em lágrimas de risos com elas.

Da família da clássica MAD, aquela revista com o menininho sardento, estas chamavam-se: RESPOSTAS CRETINAS PARA PERGUNTAS IMBECIS, o sonho-identificação-escola de todo ranzinza!

O último balão de fala dos quadrinhos, sempre ficava em branco, para que o leitor pudesse participar e criar ele também uma resposta cretina. Nestes casos, todos preenchidos pelo meu irmão mais velho.

Selecionei três das minhas favoritas, na época...
Cliquem nas imagens para ler melhor e enjoy!


O último balão: "Não, eu caí no bueiro e este hidrante está me ajudando a sair..."



No último balão de fala: "Não, uma camisinha de inverno para o meu amante!"



Último balão de fala: "Não, estou cozinhando macaco no meu novo forno de microondas!"

segunda-feira, 7 de abril de 2008

PORRA, NÃO FREUD!



Uma homenagem aos super-ultra-hiper-mega CHATOS, eternos vitimados, autopiedosos, chorões e pseudo-depressivos!

P.S.: não faço idéia de quem seja o fotógrafo, mas achei hilário.

domingo, 6 de abril de 2008

Buena Vista Social Club.



Buena Vista Social Club era um clube de dança e atividades musicais de Havana em Cuba, local onde os músicos se encontravam e tocavam na década de 40, entre eles Manuel “Puntillita” Licea, Compay Segundo, Rubén González, Ibrahim Ferrer, Pío Leyva, Anga Díaz. Ao longo dos anos novos membros entraram no grupo. Nos anos 90, aproximadamente 40 anos após o fechamento do clube, inspirou uma gravação do músico cubano Juan de Marcos González e o guitarrista americano Ry Cooder com os músicos tradicionais. O disco, chamado Buena Vista Social Club tornou-se um sucesso internacional. Foi quando então o diretor alemão Wim Wenders filmou a apresentação do grupo na Holanda, e uma segunda apresentação no famoso Carnegie Hall em Nova York, transformando num documentário, acompanhado de entrevistas feitas em Havana com os músicos. O filme, chamado Buena Vista Social Club - 1999, foi aclamado pela crítica, sendo indicado ao Oscar na categoria Melhor Documentário e ganhando o prêmio de Melhor documentário no European Film Awards.

Fonte: Last.fm

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O cd da trilha sonora é todo ótimo, mas a música chamada: "El Cuarto de Tula" é demais... minha pobre bunda latina, não aguenta ficar parada. Ouçam! - sim, liga-se a música no play ao contrário ali do player.



sábado, 5 de abril de 2008



Reparem que em toda multidão há um autista.
Há o autista por "acaso" e o autista por escolha!

terça-feira, 1 de abril de 2008

1º de abril...

Tinha cá pra mim
Que agora sim
Eu vivia enfim
O grande amor
Mentira...

Me atirei assim
De trampolim
Fui até o fim um amador

Passava um verão
A água e pão
Dava o meu quinhão
Pro grande amor
Mentira...

Eu botava a mão
No fogo então
Com meu coração de fiador


Hoje eu tenho apenas
Uma pedra no meu peito
Exijo respeito
Não sou mais um sonhador
Chego a mudar de calçada
Quando aparece uma flor
E dou risada do grande amor
Mentira...

Samba do Grande Amor - Chico Buarque.

domingo, 30 de março de 2008

cola aqui, dança comigo?!










John Lee Hooker - Mama You Got A Daugther.
Música integrante da trilha sonora do mega chato: Cidade dos Anjos.

P.S.: mundança do título do post, atendendo pedidos... para não parecer com o título em português, de outro filme mega chato! melhorou?!

sábado, 29 de março de 2008

Para Mariana...



Vamos, não chores.
A infância está perdida.
A mocidade está perdida.
Mas a vida não se perdeu.

O primeiro amor passou.
O segundo amor passou.
O terceiro amor passou.
Mas o coração continua.

Perdeste o melhor amigo.
Não tentaste qualquer viagem.
Não possuis carro, navio, terra.
Mas tens um cão.

Algumas palavras duras,
em voz mansa, te golpearam.
Nunca, nunca cicatrizam.
Mas, e o humour?

A injustiça não se resolve.
À sombra do mundo errado
murmuraste um protesto tímido.
Mas virão outros.

Tudo somado, devias
precipitar-te, de vez, nas águas.
Estás nu na areia, no vento...
Dorme, meu filho.

Consolo na Praia - Drummond.

Foto: Alvelino Souza.


quarta-feira, 26 de março de 2008



[...]

Encara-te a frio, e encara a frio o que somos...
Se queres matar-te, mata-te...
Não tenhas escrúpulos morais, receios de inteligência! ...
Que escrúpulos ou receios tem a mecânica da vida?

Que escrúpulos químicos tem o impulso que gera
As seivas, e a circulação do sangue, e o amor?

Que memória dos outros tem o ritmo alegre da vida?
Ah, pobre vaidade de carne e osso chamada homem.
Não vês que não tens importância absolutamente nenhuma?

És importante para ti, porque é a ti que te sentes.
És tudo para ti, porque para ti és o universo,
E o próprio universo e os outros
Satélites da tua subjetividade objetiva.
És importante para ti porque só tu és importante para ti.
E se és assim, ó mito, não serão os outros assim?

[...]

Álvaro de Campos.

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Pintura: Fountain - Mark Ryden.

domingo, 23 de março de 2008

CAPADÓCIA.

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Novo seriado da HBO América Latina (México).
http://www.capadocia.tv

sábado, 22 de março de 2008

Por mais que o matem (e matam)...



Eu te amo porque te amo,
Não precisas ser amante,
e nem sempre sabes sê-lo.
Eu te amo porque te amo.
Amor é estado de graça
e com amor não se paga.

Amor é dado de graça,
é semeado no vento,
na cachoeira, no eclipse.
Amor foge a dicionários
e a regulamentos vários.

Eu te amo porque não amo
bastante ou demais a mim.
Porque amor não se troca,
não se conjuga nem se ama.
Porque amor é amor a nada,
feliz e forte em si mesmo.

Amor é primo da morte,
e da morte vencedor,
por mais que o matem (e matam)
a cada instante de amor.


As SEM-RAZÕES do Amor - Drummond.

Foto: Susana Camões.

quarta-feira, 19 de março de 2008

Everything is Illuminated!




Everything is Illuminated (2005) - Liev Schreiber.


terça-feira, 18 de março de 2008

Felino, demasiado felino!



Dos entulhos do terreno baldio da quadra da frente, para revolucionar os bichos já habitantes desta casa...
Com seu assustador "um palmo" de altura...
Batizado em comemoração a semana da Páscoa.... (hahahaha)
Eu, orgulhosamente vos apresentoooooo.. minha mais recente adoção:

Nietzsche, o negro gato!

sábado, 15 de março de 2008

quinta-feira, 13 de março de 2008

LIBELO.



De que mais precisa um homem senão de um pedaço de mar - e um barco com o nome da amiga e uma linha e um anzol pra pescar?

E enquanto pescando, enquanto esperando, de que mais precisa um homem senão de suas mãos, uma pro caniço, outra pro queixo, que é para ele poder se perder no infinito, e uma garrafa de cachaça pra puxar tristeza, e um pouco de pensamento pra pensar até se perder no infinito...


- Mas o mar está preso em correntes, e é preciso por ele lutar!


De que mais precisa um homem senão de um pedaço de terra -- um pedaço bem verde de terra - e uma casa, não grande, branquinha, com uma horta e um modesto pomar; e um jardim – que um jardim é importante – carregado de flor de cheirar?

E enquanto morando, enquanto esperando, de que mais precisa um homem senão de suas mãos para mexer a terra e arranhar uns acordes de violão quando a noite se faz de luar, e uma garrafa de uísque pra puxar mistério, que casa sem mistério não valor morar...

- Mas a terra foi escravizada, e é preciso por ela lutar!


De que mais precisa um homem senão de um amigo pra ele gostar, um amigo bem seco, bem simples, desses que nem precisa falar - basta olhar - um desses que desmereça um pouco da amizade, de um amigo pra paz e pra briga, um amigo de paz e de bar?

E enquanto passando, enquanto esperando, de que mais precisa um homem senão de suas mãos para apertar as mãos do amigo depois das ausências, e pra bater nas costas do amigo, e pra discutir com o amigo e pra servir bebida à vontade ao amigo?


- Mas o amigo foi ludibriado, e é preciso por ele lutar!


De que mais precisa um homem senão de uma mulher pra ele amar, uma mulher com dois seios e um ventre, e uma certa expressão singular? E enquanto pensando, enquanto esperando, de que mais precisa um homem senão de um carinho de mulher quando a tristeza o derruba, ou o destino o carrega em sua onda sem rumo ?


Sim, de que mais precisa um homem senão de suas mãos e da mulher - as
únicas coisas livres que lhe restam para lutar pelo mar, pela terra, pelo amigo ...


Vinicius de Moraes - Abril 1950.
Para Uma Menina Com Uma Flor (Gosto muuuuito).

A foto não é minha, eu me perdi no nome do autor, sorry.

terça-feira, 11 de março de 2008

Necessária "Solistência"...



Eu estou só.
O gato está só.
As árvores estão sós.
Mas não o só da solidão: o só solistência.

G. Rosa.

domingo, 9 de março de 2008

ANOTHER DREAM.




Dreams - Akira Kurosawa - 1990.
Van Gogh dream - parte 2.

P.S.: este não roda "liso" sem carregar antes.

sábado, 8 de março de 2008

dia internacional das mulheres da minha vida!
















............................................ again!

There‘s a science fiction in the space between

You and me

A fabrication a grand scheme

Where I am the scary monster

I eat the city and as I leave the scene

In my spaceship I am laughing

In your remembrance of your bad dream

There’s no one but you standing

.

Telling Stories - Tracy Chapman.

quinta-feira, 6 de março de 2008

Não-feito acumulado.

"E me concentro inteiro nas coisas que me contas, e assim calado, assim submisso, te mastigo dentro de mim enquanto me apunhalas com leve delicadeza, deixando claro em cada promessa não cumprida que nada devo esperar além dessa máscara colorida ... que me queres assim porque assim é que és, e unicamente assim é que me queres e me utilizas todos os dias, e nos usamos honestamente assim, eu digerindo faminto o que teu corpo rejeita, bebendo teu mágico veneno que me ilumina e anoitece a cada dia, e passo a passo afundo nesse charco que não sei se é o grande conhecimento de nós dois ou o imenso engano de ti e de mim ... nos afastamos depois cautelosos ao entardecer, e na solidão de cada um sei que tecemos lentos nossa próxima mentira, tão bem urdida que na manhã seguinte será como verdade pura e sorriremos amenos, desviando os olhos, corriqueiros ... à medida que o dia avança e estrutura milímetro a milímetro uma harmonia que só desabará levemente em cada roçar de olhos ou de peles, os vermes roendo esses porões que insistimos em manter indevassáveis até que o não-feito acumulado durante todo esse tempo cresça feito célula cancerosa para quem sabe explodir em feridas visíveis indisfarçáveis, flores de um louco vermelho na superfície da pele que não tocamos por nojo ou covardia ..."

Caio Fernando Abreu, in À beira do mar aberto.

terça-feira, 4 de março de 2008

Viva a Ironia... Estrelando: O Casamento!


Casamento é bom, mas acho que é levar o amor um pouco longe demais. - Texas Guinan.


Minha primeira mulher era muito infantil quando nos casamos. Um dia, eu estava tomando banho na banheira e ela afundou todos os meus barquinhos sem o menor motivo. - Woody Allen.


[Explicando por que nunca se casou:]
Não consigo me acasalar em cativeiro. - Gloria Steinem.


Entrei para os Casados Anônimos. Quando me dá vontade de casar, eles me mandam uma mulher de roupão e rolinhos no cabelo, para me queimar a torrada. - Dick Martin.


Por que uma mulher dá duro durante dez anos para mudar os hábitos do seu marido e depois se queixa de que ele não é mais o homem com quem ela se casou? - Barbra Streisand.


[Desculpando-se com sua mãe, Judy Garland, por não poder comparecer a um dos seus casamentos:]
Desculpe, mamãe. Irei no próximo. - Liza Minnelli.


............


Ruy Castro in Mau Humor - Uma Antologia Definitiva de Frases Venenosas.

GOD DYLAN JR!




Carinho para os ouvidos e para os olhos (suspiros)!
Jakob Dylan (filho do Bob Dylan): The Wallflowers - One Headlight.

domingo, 2 de março de 2008

Nosso Feitiço de Áquila!



Toda a força dos meus pulmões para longe soprar-te ventos de sorte e sucesso.
Avante, Cap. Etienne Navarre!


Com amor,
Isabeau d'Anjou.

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Sossega, coração! Não desesperes!
Talvez um dia, para além dos dias,
Encontres o que queres porque o queres.
Então, livre de falsas nostalgias,
Atingirás a perfeição de seres.

Mas pobre sonho o que só quer não tê-lo!
Pobre esperença a de existir somente!
Como quem passa a mão pelo cabelo
E em si mesmo se sente diferente,
Como faz mal ao sonho o concebê-lo!

Sossega, coração, contudo! Dorme!
O sossego não quer razão nem causa.
Quer só a noite plácida e enorme,
A grande, universal, solente pausa
Antes que tudo em tudo se transforme.

Fernando Pessoa, 2-8-1933.

sábado, 1 de março de 2008

NÃO É FADO, PAI... É MORNA!



Para lembrar do meu pai:
Cesária Évora e Marisa Monte - Mar Azul.

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

......



“É preciso ter força pra rir, relaxar e ser leve, a tragédia é ridícula.”



Frida Kahlo

sábado, 23 de fevereiro de 2008

bande dessinée...(clique na tirinha).






ficou minúsculo... cliquem nas tirinhas.
:)