There‘s a science fiction in the space between
You and me
A fabrication a grand scheme
Where I am the scary monster
I eat the city and as I leave the scene
In my spaceship I am laughing
In your remembrance of your bad dream
There’s no one but you standing
.
Telling Stories - Tracy Chapman.
sábado, 8 de março de 2008
............................................ again!
quinta-feira, 6 de março de 2008
Não-feito acumulado.
Caio Fernando Abreu, in À beira do mar aberto.
terça-feira, 4 de março de 2008
Viva a Ironia... Estrelando: O Casamento!
Minha primeira mulher era muito infantil quando nos casamos. Um dia, eu estava tomando banho na banheira e ela afundou todos os meus barquinhos sem o menor motivo. - Woody Allen.
[Explicando por que nunca se casou:]
Não consigo me acasalar em cativeiro. - Gloria Steinem.
Entrei para os Casados Anônimos. Quando me dá vontade de casar, eles me mandam uma mulher de roupão e rolinhos no cabelo, para me queimar a torrada. - Dick Martin.
Por que uma mulher dá duro durante dez anos para mudar os hábitos do seu marido e depois se queixa de que ele não é mais o homem com quem ela se casou? - Barbra Streisand.
[Desculpando-se com sua mãe, Judy Garland, por não poder comparecer a um dos seus casamentos:]
Desculpe, mamãe. Irei no próximo. - Liza Minnelli.
............
Ruy Castro in Mau Humor - Uma Antologia Definitiva de Frases Venenosas.
GOD DYLAN JR!
Carinho para os ouvidos e para os olhos (suspiros)!
Jakob Dylan (filho do Bob Dylan): The Wallflowers - One Headlight.
domingo, 2 de março de 2008
Nosso Feitiço de Áquila!

Toda a força dos meus pulmões para longe soprar-te ventos de sorte e sucesso.
Avante, Cap. Etienne Navarre!
Com amor,
Isabeau d'Anjou.
.
Sossega, coração! Não desesperes!
Talvez um dia, para além dos dias,
Encontres o que queres porque o queres.
Então, livre de falsas nostalgias,
Atingirás a perfeição de seres.
Mas pobre sonho o que só quer não tê-lo!
Pobre esperença a de existir somente!
Como quem passa a mão pelo cabelo
E em si mesmo se sente diferente,
Como faz mal ao sonho o concebê-lo!
Sossega, coração, contudo! Dorme!
O sossego não quer razão nem causa.
Quer só a noite plácida e enorme,
A grande, universal, solente pausa
Antes que tudo em tudo se transforme.
Fernando Pessoa, 2-8-1933.
sábado, 1 de março de 2008
quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008
sábado, 23 de fevereiro de 2008
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008
sábado, 16 de fevereiro de 2008
18/02: até logo, boemia!
sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008
Valentine`s Day é o CARVALHO!
É pau, e rei dos paus, não marmeleiro,
Bem que duas gamboas lhe lobrigo;
Dá leite, sem ser árvore de figo,
Da glande o fruto tem, sem ser sobreiro:
Verga, e não quebra, como zambujeiro;
Oco, qual sabugueiro tem o umbigo;
Brando às vezes, qual vime, está consigo;
Outras vezes mais rijo que um pinheiro:
À roda da raiz produz carqueja:
Todo o resto do tronco é calvo e nu;
Nem cedro, nem pau-santo mais negreja!
Para carvalho ser falta-lhe um U;
Adivinhem agora que pau seja,
E quem adivinhar meta-o no cu.
Soneto do Pau Decifrado - Bocage.
Do Livro: As 100 Melhores Histórias Eróticas da Literatura Universal.
p.s.: achei melhor não colocar ilustração! ohoho.... ;)
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008
www.markryden.com
terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

Do Desenho dos Números
O oito é o número mais inviolável que existe,
porque é uma trança.
O zero é um anel, mas parece mistério que união ele sela.
A diferença entre o oito e o zero é que o zero rompeu o laço.
O zero é um caminho circular.
O oito é um caminho circular repleto de paisagens transversais.
O zero é um buraco, o oito, o cenário de uma rampa infinita.
O zero é livre, o oito não.
O oito vive, o zero é,
ou não.
.
Brincadeira gráfica-poética de Othon D`Eça, o irmão.
quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008
CURTO PESSOAS!

E "curto pessoas" tanto, tanto, que o comia com molho de tomate, azeite de oliva, alho e manjericão... sorte dele que nascemos em tempos distintos... NHAC!
.
Um hálito de música ou de sonho, qualquer coisa que faça quase sentir, qualquer coisa que faça não pensar.
Fragmento 28, da Autobiografia Sem Factos - Fernando Pessoa in O Livro de Desassossego.
segunda-feira, 28 de janeiro de 2008
Todo carnaval tem seu fim... ou não. ;)
Fotos integrantes do livro de fotografias que ELE acaba de lançar, chamado: Retratos de Carnaval.
O próprio na última foto....
Mais do carnaval que ainda está por vir e de novos trabalhos dele... aqui, em breve.
(F)
quarta-feira, 16 de janeiro de 2008
terça-feira, 15 de janeiro de 2008
a ilha sorri em março.
sexta-feira, 11 de janeiro de 2008
quinta-feira, 10 de janeiro de 2008
Vê mais um SUBMARINO!
Melhor aniversário de todos os tempos e a ressaca que mais valeu a pena...
E eu ainda sobrevivi ao submarino de Steinhaeger, apesar da tentativa da mesa INTEIRA em me derrubar! (paaaaaaau!)
P.S1.: tá faltando bastante gente na foto... mas o muito obrigada é para todos que foram!
P.S2.: o olhar apaixonado do Moriga para o além, não tem preço.
P.S3.: depois da meia-noite já era aniversário do Rafael (de vermelho ao meu lado)... felicidades para ele!
P.S4.: a garçonete loirinha soltou fogos de artifício quando fomos embora... e a culpa é dos meninos... seus tarados!!!
P.S5.: a quantidade de vezes que cantaram parabéns foi tão grande que não precisa mais, por uns 10 anos! ahahaha
P.S6.: aviso aos navegantes: já arrumei nossa programação para sexta-feira, eeeeeeeeeeeee!
.
Vai ter uma festa
que eu vou dançar
até o sapato pedir pra parar.
aí eu paro
tiro o sapato
e danço o resto da vida.
Chacal.
terça-feira, 8 de janeiro de 2008
Aniversário: soma ou subtrai?!
Desafiando a minha brincadeira dos eternos 25 anos, a realidade pré-balzaquiana começa a aparecer nas pequenas coisas e (já não era sem tempo) na minha nova percepção da presença dos belos homens de 30 e pouco anos à minha volta... eles e a sua charmosa têmpora sutilmente prateada!
8 de janeiro, Feliz Aniversário para mim e para o Elvis Presley!!!
.
Se depois de eu morrer, quiserem escrever a minha biografia,
Não há nada mais simples
Tem só duas datas — a da minha nascença e a da minha morte.
Entre uma e outra cousa todos os dias são meus.
Alberto Caeiro.
segunda-feira, 7 de janeiro de 2008
Aprendiz do INCONDICIONAL!

Por tudo o que me deste
inquietação cuidado
um pouco de ternura
é certo mas tão pouca
Noites de insônia
Pelas ruas como louca
Obrigada, obrigada
Por aquela tão doce
e tão breve ilusão
Embora nunca mais
Depois de que a vi desfeita
Eu volte a ser quem fui
Sem ironia aceita
A minha gratidão
Que bem que me faz agora
o mal que me fizeste
Mais forte e mais serena
E livre e descuidada
Sem ironia amor obrigada
Obrigada por tudo o que me deste
Por aquela tão doce
e tão breve ilusão
Embora nunca mais
Depois de que a vi desfeita
Eu volte a ser quem fui.
Canção Grata - Florbela Espanca.
sábado, 5 de janeiro de 2008
DESABAFA, MINHA FILHA!
Foi a mamãe que ensinou, será? Ou foi a vovó?!
sexta-feira, 4 de janeiro de 2008
um presente para mim.

Melhor presente não há.
.... Obrigada!
Os inocentes do Leblon
não viram o navio entrar.
Trouxe bailarinas?
trouxe imigrantes?
trouxe um grama de rádio?
Os inocentes, definitivamente inocentes, tudo ignoram,
mas a areia é quente, e há um óleo suave
que eles passam nas costas, e esquecem.
Inocentes do Leblon.
Carlos Drummond de Andrade, in Sentimento do Mundo.
quinta-feira, 3 de janeiro de 2008
segunda-feira, 31 de dezembro de 2007
Feliz Ano Novo!
sábado, 29 de dezembro de 2007
no batuque do coração do fotógrafo.
Gabriel Rinaldi, pessoa especialíssima, florianopolitano apaixonado por esta ilhota, mora há algum tempo nos EUA, e formou-se em fotografia no primeiro semestre deste ano, pelo Rochester Institute Of Technology.
Outros trabalhos dele, podem ser vistos AQUI, e eu recomendo um em especial, que eu tive oportunidade de ver de pertinho... chama-se: Portraits Of Carnival, realizado no carnaval passado, num trabalho bem bacana com a comunidade da escola de samba Consulado.
A primeira foto aqui publicada (minha favorita dentre as dele), foi feita no carnaval também, no Bloco de Sujos..... a propósito, uma dessas cabecinhas, deve ser a minha!
A segunda, é do trabalho com a Consulado, no ensaio oficial da escola, lá na Praça XV.
Outros links dele:
http://www.fotolog.com/gabrielrinaldi
http://www.phototrends.blogspot.com
Enjoy!!!
Bande dessinée!
terça-feira, 25 de dezembro de 2007
tarde demais, babe!

"....a sabedoria nos chega quando já não serve para nada."
Gabriel García Márquez,
in O Amor nos Tempos do Cólera.
segunda-feira, 24 de dezembro de 2007
JINGLE BELL!!!

Jingle Bell Prá Vocês - Mário Prata.
.
Texto extraído do livro "100 Crônicas", Cartaz Editorial - São Paulo, 1997. pág. 148domingo, 23 de dezembro de 2007
Vontade de POESIA.

Nem mesmo a verdade
Há tanta suavidade em nada se dizer
E tudo se entender -
Tudo metade
De sentir e de ver...
Não digas nada
Deixa esquecer
Talvez que amanhã
Em outra paisagem
Digas que foi vã
Toda essa viagem
Até onde quis
Ser quem me agrada...
Mas ali fui feliz
Não digas nada.
Fernando Pessoa
foto: Miguel Rita.
sexta-feira, 21 de dezembro de 2007
Esquece, escuta!
Walter Benjamin
domingo, 16 de dezembro de 2007
PESCANDO OTIMISMO.

Conseguiste penetrar numa bola de cristal,
depois da catástrofe?
Miragens do inefável incêndio emudeceram nas lonjuras
e o trampolim das maravilhosas pinturas reais
estendeu uma mão acolhedora, singrada de preciosos anéis,
e um abraço encantado e santo.
E não irás mais amaldiçoar a Vida,
pois agora és um Mago.
A madeira ainda estala nos bosques da tua primeira bem-aventurança.
Nas manhãs não vai deixar de te sobreviver,
como numa primeira pronúncia,
o agora já sabido sopro singular.
Othon D`Eça Neves.
(mon frère)
http://www.kindertraum.blogspot.com
.
Pintura de James Tissot - Le Printemps.
sábado, 15 de dezembro de 2007
R.I.P. "MOTIVAÇÃO".

A fabulosa arte de desistir...
Há algum tempo, felizmente, entendi que o remédio é desistir...se deixar matar e aprender a ressuscitar depois.... a princípio parece mais difícil, mas no fundo é a melhor alternativa do ponto de vista de crescimento, muito melhor do que ir "sobrevivendo".
Eu "vivo morrendo", morro quase todo dia.
Com algumas pessoas eu chego a morrer de 10 em 10 minutos.
Ontem, eu morri mil vezes numa única e breve madrugada.
O que durante meses foi motivação e inspiração, virou suicídio em queda livre, do prédio mais alto que minha imaginação foi capaz de criar.... não quis esperar ser morta pela milésima primeira vez, matei-me de uma só vez....espatifei em pedaços, de peito e cara no chão, para não ter que continuar "sobrevivendo" a algo que na minha (sempre) tola ilusão, tinha um potencial enorme.
*Plaft!*
.....
[...]Sou um formidável dinamismo obrigado ao equilíbrio
De estar dentro do meu corpo, de não transbordar da minh'alma.
Ruge, estoira, vence, quebra, estrondeia, sacode,
Freme, treme, espuma, venta, viola, explode,
Perde-te, transcende-te, circunda-te, vive-te, rompe e foge...
Álvaro de Campos (Fernando Pessoa).
sexta-feira, 14 de dezembro de 2007
"morgan" de toi!

Je viens du ciel et les étoiles entre elles ne parlent que de toi...
....................................
[...]
Amor é a grande desilusão de tudo mais.
Amor é finalmente a pobreza.
Amor é não ter inclusive amor...
É a desilusão do que se pensava que era amor.
Amor não é prêmio por isso não envaidece.
C. Lispector - A Legião Estrangeira.
quarta-feira, 12 de dezembro de 2007
FATIGANTE!
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"eu só quero saber do que pode dar certo, não tenho tempo a perder..."
segunda-feira, 10 de dezembro de 2007
Paraíso das Águas.
Rio São Francisco - Alagoas.
Viagem que fiz com a minha irmã para Maceió, em janeiro de 2006.
O nordeste não tinha grande impacto, até que conheci a chamada de "Paraíso das Águas": Maceió.
Entendi logo o motivo do apelido e encantei-me por ela.
Dos oito dias de viagem, pelo menos quatro deles, foram dentro d`água...
O refrão da música que tocava por TODOS os cantos e que ficou grudado na cabeça durante toda a viagem dizia assim:
"Ai que saudade do céu, do sal, do sol de Maceió..."
.
Saudade de Maceió, enfim...
domingo, 9 de dezembro de 2007
Epístrofes aos montes!
1) Um poema do Drummond, que eu gosto muito (de tão lindo, chega a doer)... para ajudar a sossegar a cuca... (em seguida);
2) Um vasto "não saber" se posso/consigo/devo ou se adianta ser mais direta do que tenho sido!!!
......................................................
Que pode uma criatura senão,
entre criaturas, amar?
amar e esquecer,
amar e malamar,
amar, desamar, amar?
sempre, e até de olhos vidrados, amar?
Que pode, pergunto, o ser amoroso,
sozinho, em rotação universal, senão
rodar também, e amar?
amar o que o mar traz à praia,
e o que ele sepulta, e o que, na brisa marinha,
é sal, ou precisão de amor, ou simples ânsia?
Amar solenemente as palmas do deserto,
o que é entrega ou adoração expectante,
e amar o inóspito, o áspero,
um vaso sem flor, um chão de ferro,
e o peito inerte, e a rua vista em sonho, e uma ave de rapina.
Este o nosso destino: amor sem conta,
distribuído pelas coisas pérfidas ou nulas,
doação ilimitada a uma completa ingratidão,
e na concha vazia do amor a procura medrosa,
paciente, de mais e mais amor.
Amar a nossa falta mesma de amor, e na secura nossa
amar a água implícita, e o beijo tácito, e a sede infinita.
Amar - Carlos Drummond de Andrade.
segunda-feira, 3 de dezembro de 2007
don't think twice.
AH, O ACASO...
Bref dans un acte où le hasard est en jeu, c`est toujours le hasard qui accomplit sa propre Idée en s`affirmant ou se niant. Devant son existence la négation et l`affirmation viennent échouer. Il contient l`Absurde - l`implique, mais à l`état latent et l`empêche d`exister: ce qui perment à l`Infinit d`être.
-
Ao pé da letra é mais ou menos isso:
Breve, num ato onde o acaso está em jogo, é sempre o acaso que realiza a sua própria Idéia, afirmando-se ou negando-se. Frente a sua existência, a negação e a afirmação acabam de fracassar. Ele contém o Absurdo - implica-o, mas em estado latente e o impede de existir: o que permite ao infinito ser.
Igitur ou La Folie d`Elbehnon - Le Coup de Dés - Stéphane Mallarmé
.
A primeira foto é da subida do morro da Lagoa... indo ao encontro do céu... no mirante, mais a frente (a segunda foto), numa "matada" de aula de Direito Civil, no dia 31/10, num daqueles urgentes momentos de "necessária solidão".
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Fast Car :: Tracy Chapman.
sexta-feira, 30 de novembro de 2007
O IMPOSSÍVEL!
quinta-feira, 29 de novembro de 2007
Ah, núcleo accumbens, danadinho!
Fico verdadeiramente contente de não ter nascido homem, e se eu tivesse nascido homem, tenho certeza ABSOLUTA de que seria viado.
Primeiro pelo fato de que gostar de mulher exige um esforço sobre-humano, depois e por fim, porque na piadinha machista-popular que diz: "quem gosta de pinto é viado, mulher gosta mesmo é de dinheiro", eu continuo estranhamente, fazendo parte do primeiro grupo, éééé!
quarta-feira, 28 de novembro de 2007
la nostalgie...

Elle est pas integriste, elle est pas seule sur terre
Elle est pas commode, non elle est pas comme Aude
Elle est pas froide, elle est pas chaude pour nu realiste
Elle est pas crediteur
Elle est pas mechante, mais putain qu'est ce qu'elle est chiante
Elle est pas interimaire, elle est pas comme ma mere
Elle est passagere, elle est pacifiste,
Elle est pas d'accord, elle est passionnee
Elle est pas fute fute, elle est pathetique, elle aime pas tous mes tics
Elle est pas solitaire, elle est pas solidaire, elle est paresseuse
Elle est pas reciproque, elle est pas en cloque
Elle est pas d'la region PACA, elle a qu'a s'envoler
Elle est parisienne, elle est pas presentable,
Elle est pas jolie, elle est pas moche non plus,
Elle est pas a gauche, elle est pas a droite, elle est pas maladroite
Elle est pas terroriste, elle est pas anti-terroriste
Elle est pas jolie, elle est pas moche non plus
Elle est pas toujours drole, elle est pas libre
Elle est pas tentee, elle est paternaliste
Elle est pas inspiree, elle est patiente
Elle est pasticheuse elle est pas cible, elle fait pas la politique
Elle l'a pas vole, elle passing-shot
Elle est passe-temps, elle est pas stable
Elle est passable, elle est pas partout
Elle dit qu'elle partira ou elle est meme pas venue
Elle est partisane, elle est pas pas pas sortable
Et ça j'vous l'ai pas pas deja dit
Qu'elle est parisienne, elle est parisienne
Elle est pas terroriste, elle est pas terroriste
Louise Attaque.
domingo, 25 de novembro de 2007
NÃO É O PARAÍSO, É UM CIRCO!
Cada vez que eu saio para um programa descente nesta cidade, mais eu entendo o motivo deles serem tão raros e mais me convenço de que as pessoas daqui devem mesmo fazer o favor de continuar indo nos terríveis shows de hip hop e saindo para dançar em boates onde as pessoas são tão iguais que parecem saídas de uma fábrica... produzidas em série.
Camerata de Florianópolis, nesta última sexta-feira, o repertório era: músicas de cinema. Filmes que foram sucesso no século XX. Idéia genial, músicos e performances excelentes, e uma platéia de dar vergonha.....um eterno entra e sai, celulares tocando, gente com criancinhas de colo que abrem um berrero no meio da apresentação, pessoas conversando sem parar e aplausos nas horas mais inoportunas possíveis... eu juro, eu nunca tinha visto a platéia acompanhar orquestra de música erudita com palmas, na minha vida... parecia um circo ou programa de auditório, sei lá...
Toda apresentação com um conteúdo um pouco melhor é assim, sentimentos contraditórios... por um lado o prazer da apresentação em si, por outro o desgosto de constatar, mais uma vez (e todas as vezes) que esta ilhota pronviciana onde nasci é linda, com suas 42 praias e cheia de gente vazia sem o mínimo de conveniência!
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"Bem atrás do pensamento tenho um fundo musical." - Clarice Lispector
domingo, 18 de novembro de 2007
COMO?
Esqueça os insultos.
(Se conseguir fazer isso, me diga como).
Sunscreen.
segunda-feira, 12 de novembro de 2007
EU QUERIA TER UMA BOMBA!

Solidão a dois de dia. Faz calor, depois faz frio. Você diz "já foi" e eu concordo contigo. Você sai de perto eu penso em homicídio. Mas no fundo eu nem ligo. Você sempre volta com as mesmas notícias. Eu queria ter uma bomba. Um flit paralisante qualquer. Pra poder te negar... Bem no último instante. Meu mundo que você não vê. Meu sonho que você não crê.
Cazuza (estou LONGE de ser fã dele).
sábado, 3 de novembro de 2007
VOCÊ INDO EMBORA...
...Eu parado na porta às quatro da manhã. Você indo embora. Eu me perdendo então desamparado entre cinzeiros cheios e garrafas vazias. Você indo embora. Eu indeciso entre beber um pouco mais ou procurar uma beata em plena devastação ou lavar copos, bater sofás, guardar discos, mastigar algum verso, adoçando o inevitável amargo, despertar para depois deitar, partir, morrer, sonhar... quem sabe. Você indo embora. Acordar na manhã seguinte com gosto de corrimão de escada na boca: mais frustração que ressaca, desgosto generalizado que aspirina alguma cura. Tocaria o telefone? Você indo embora, fotograma repetido. Na montagem, intercalar. Você indo embora, você indo embora....
Caio Fernando Abreu.
terça-feira, 30 de outubro de 2007
domingo, 28 de outubro de 2007
VONTADE DE POESIA!
Dorme que eu velarei;
A vida é vaga e informe,
O que não há é rei.
Dorme, criança, dorme,
Que também dormirei. Bem sei que há grandes sombras
Sobre áleas de esquecer,
Que há passos sobre alfombras
De quem não quer viver;
Mas deixa tudo às sombras,
Vive de não querer.
Fernando Pessoa.
sexta-feira, 26 de outubro de 2007
AMNÉSIA : MODE [ON].

Acho que todo mundo já teve um desejo assim... por exemplo: "putz, se eu pudesse voltar no tempo" ou "poxa, se eu fosse invisível"... ou ainda, "ah se eu pudesse ler pensamentos"....
Voltar no tempo, ser invisível, ler pensamentos... sempre foram os meus super-poderes mais evocados, mas certa vez eu tive um desejo súbito por outro diferente, que volta e meia me retorna à mente.. o desejo de amnésia voluntária!
Sim, já pensou? Amnésia voluntária seria um super-poder e tanto.... pouparia muitas sessões de terapia por traumas ou coisas mal resolvidas.... (santa utopia)!
Não está conseguindo conviver com algo que já passou e não tem mais jeito de mexer? Aperta o botão da amnésia voluntária e pronto, apaga-se os detalhes do caminho, que é o que geralmente fazem a coisa ser tão difícil de suportar e fica-se só com o resultado... não vai lembrar como chegou naquilo mesmo....
Eu não conseguiria citar nem cinco coisas das quais me arrependo na vida, mas no entanto, sei que no meio de tantas passagens, com finais felizes ou sem sucesso, tem um bom bocado de detalhes, cenas e palavras rudes que me foram ditas, que eu gostaria de simplesmente esquecer.
É incrível como detalhes podem minar uma história inteira!!!!
"Porque você não pode voltar atrás no que vê. Você pode se recusar a ver, o tempo que quiser: até o fim de sua maldita vida, você pode recusar, sem necessidade de rever seus mitos ou movimentar-se de seu lugarzinho confortável. Mas a partir do momento em que você vê, mesmo involuntariamente, você está perdido: as coisas não voltarão a ser mais as mesmas e você próprio já não será o mesmo."
"Eles", O ovo apunhalado - Caio Fernando Abreu
Foto de: Vincent Teulière
segunda-feira, 22 de outubro de 2007
É...

- Porra! - gritou.
Amaranta, que começava a colocar a roupa no báu, pensou que ela tinha sido picada por um escorpião.
- Onde está? - perguntou alarmada.
- O quê?
- O animal! - esclareceu Amaranta.
Ursula pôs o dedo no coração.
- Aqui - disse.
Gabriel Garcia Márquez, in Cem Anos De Solidão e pintura surrealista de Salvador Dali - O Grande Masturbador.
quarta-feira, 17 de outubro de 2007
UM MAR DE FOGUEIRINHAS!
A vida surpreendentemente compensa, nunca houve tamanha variedade de fogueiras.... fogueiras amigas, coloridas, interessantes, algumas próximas, outras distantes... fogueiras afrodisíacas, inteligentes, divertidas, excêntricas, filosóficas, artísticas... tem de todos os jeitos e tamanhos e para todos os gostos e principalmente e felizmente para o meu...
O Mundo...Um homem conseguiu subir ao céus.Quando voltou, contou. Disse que tinha contemplado, lá do alto, a vida humana.E disse que somos um mar de fogueirinhas.- O mundo é isso - relevou. - Um montão de gente, um mar de fogueirinhas.Cada pessoa brilha com luz própria entre todas as outras.Não existem duas fogueiras iguais. Existem fogueiras grandes e fogueiras pequenas e fogueiras de todas as cores.Existe gente de fogo sereno, que nem percebe o vento, e gente de fogo louco, que enche o ar de chispas.Alguns fogos, fogos bobos, não alumiam nem queimam; mas outros incendeiam a vida com tamanha vontade que é impossível olhar para eles sem pestanejar, e quem chegar perto, pega fogo.Eduardo Galeano - O Livro dos Abraços.
sábado, 13 de outubro de 2007
ALÍVIO PARASITA?
Não sei se é comum a todos, mas para mim funciona involuntariamente com uma eficácia assustadora....
O motivo? Gostaria de saber.
Ruim? Não... nenhum conforto é ruim. Mas não é das melhores coisas, obtê-lo pelo preço alto do sofrimento alheio.
Não há culpa, pois não há prévia responsabilidade, mas não se torna menos caro, nem se parece menos cruel.
É tão nítido que por vezes eu me pego buscando saber dos problemas do mundo, simplesmente para me sentir melhor em relação aos meus.
Uma resposta, sim eu gostaria de entender....
Por que diabos os meus conflitos parecem diminuir e minhas angústias quase desaparecem, quando estou diante dos problemas de outras pessoas, ainda que eu nem as conheça?
Humanidade, solidariedade, piedade ou hipocrisia?!
......................................................
"E hoje não. Que não me doa hoje o existir dos outros, que não me doa hoje pensar nessa coisa puída de todos os dias, que não me comovam os olhos alheios e a infinita pobreza dos gestos com que cada um tenta salvar o outro deste barco furado. Que eu mergulhe no roxo deste vazio de amor de hoje e sempre e suporte o sol das cinco horas posteriores, e posteriores, e posteriores ainda."
Para Um Roxo Dia de Sol de Fevereiro - Caio Fernando Abreu.












